sábado, 17 de fevereiro de 2007

Amor é . . . Química Pura!

Olá a todos! Relendo algumas notícias e recapitulando algumas informações podemos entender, em parte é claro, alguns fenômenos do comportamento humano. A biologia e a química ajudam bastante, afinal isto do "mundo das idéias" é algo que precisa de um corpo para se manifestar. É o seguinte. . . primeiro um fato: aquele sentimento que todos já sentiram, de "estar apaixonado" tem uma contrapartida biológica. Só recordando, pesquisas indicam que o corpo suporta o estado de apaixonado por um período médio de dois anos. Depois desse tempo o neurotransmissor que dá "aquele barato" já não é mais secretado na corrente sanguínea. . . Ou seja, a paixão é um fenômeno (!) que exige muito do corpo. Depois de um tempo o corpo tende a voltar ao normal. . . Só reforçando, segundo informações de uma psicológa, o "estar apaixonado" é considerado uma "doença"! Ainda mais, através de mais estudos, comprovou-se que as áreas do cérebro afetadas pela paixão são as mesmas que também são afetadas pela cocaína! Bem, pode-se argumentar que está se trocando os efeitos (químicos e biológicos) pelas causas, que permanecem em estado desconhecido, afinal porque todos os seres humanos, homens e mulheres, se apaixonam? Seria uma condição evolutiva? Afinal, todos aqui somos resultados de combinações genéticas resultantes de algumas uniões apaixonadas. O fato é que isto ajudou a misturar os genes. Para refletir e confundir, Fernando Pessoa:
Nunca amamos ninguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos. Isso é verdade em toda a escala do amor. . .

Abraços
MVF

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Energia, aquecimento e comportamento.

Bem. . . , depois de algum tempo razoalvelmente longo sem atualizar este blog, aqui estou. Com respeito as atualizações, não tenho tantas novidades para comentar, afinal "nada de novo existe debaixo do sol". . . Algo relevante, que merece um pouco (ou seria muito?) de reflexão, é o tema do aquecimento global com suas consequências nos ecossistemas do planeta. A nossa humanidade, supostamente civilizada (!), tem um grande desafio pela frente: garantir um planeta habitável para as próximas gerações, composta pelos nossos filhos e netos. Como geralmente o cidadão comum só tem pela frente a perspectiva de sua existência, estas questões sempre foram deixadas para segundo, senão último plano. Nossa humanidade é um acontecimento recente na história do planeta, se o tempo de vida do planeta fosse de 24 horas, o homem teria aparecido as 23:59:30s. Ou seja, "A humanidade é um breve capítulo de uma história maior". Assim, o que está em jogo não é a vida "do planeta" propriamente, pois a adaptação selecionaria outros seres. O que está em jogo é a continuidade de nossa civilização, a continuidade de nossa história, a permanência do homo sapiens no universo, nossos avanços científicos. Até o presente as grandes mudanças foram as tecnológicas, mas em essência somos os mesmos bárbaros da época das cavernas, ou seja, não temos muito do que nos vanglorizar. . . (vide o caso dos astronautas). A vida nas cidades nos desconectou da teia de relações que compõem os processos de vida, afinal quem sabe para onde vai seu lixo ou o esgoto de sua casa? O que vale mais, um carro ou uma vida de uma criança? Com respeito ao efeito estufa várias soluções surgem, mas todas tem um custo, seja financeiro, ambiental ou mesmo de comportamento. O fato é que o problema existe e quanto mais demorarmos para tomar atitudes, mais difícil será revertar a situação. No entanto, se uma agenda fosse adotada pelas nações e pelos indivíduos, estaríamos pelo menos em direção ao enfrentamento da situação. Em relação ao meio ambiente, "se você não faz parte da solução, faz parte do problema". Esclarecendo um pouco mais, uma das causas do efeito estufa é a queima de combustíveis fósseis que lançam grande quantidade de dióxido de carbono na atmosfera. A matriz energética tem sua base no petróleo e o carvão mineral (a China). A energia sempre se conserva, o que aumenta é a entropia, tornando a energia indisponível para realização de trabalho. Isto ocorre nos processos de queima de combustível. Falar de hidrogênio parece algo ingênuo, pois para se fabricar hidrogênio precisa-se de energia, em qualquer processo utilizado. Vale a pena reavaliar as usinas de fissão nuclear, que não são as soluções perfeitas, no entanto como tudo tem o seu custo benefício elas tem o inconveniente dos rejeitos, mas para todo o problema há uma solução. As fonte chamadas verdes (energia eólica e solar) são aplicáveis em situações especiais, mas ainda não temos como mover uma fábrica a partir de energia fotovoltaíca. . . Por outro lado, na contramão da economia, deveríamos encontrar outra forma de contabilizar o desenvolvimento pois a tal busca do crecimento do PIB é incompatível com a palavra sustentabilidade. O que precisamos para sermos felizes, aumentar nosso consumo de bens ou saber viver junto a Natureza?

Abraços

MVF