segunda-feira, 28 de abril de 2008

Seres humanos, experiência e aprendizado.

A Vida é um processo fantástico! Fico admirado com as diversas situações que surgem neste processo. E são tantas! Repletas de oportunidades de autoconhecimento, de si mesmo e da natureza humana. . .
Em algumas situações sou anjo, noutras demonio. Em outras sou vítima e noutras vilão!
A questão é ter sabedoria para colher os frutos desta árvore. E podem ser tantos! Baseado na experiência pessoal posso dizer que muito de nosso comportamento é, sob certo aspecto, programado e condicionado. O que chamamos de lívre arbítrio é um grau diferente, mais elevado, de condicionamento. Este processo parece como um tunel, um caminho que não tem volta. Certo processos devem ocorrer e, enquanto não passamos a um nível acima, corremos o risco de repetí-los.
A base da vida, como processo, é biológica! O mundo do pensamento puro, do espírito, só se manifesta em situações de estados elevados de consciência. . . Quero dizer com isto que, no dia a dia, os processos de elevada consciência não costumam se manifestar. Nosso comportamento tem, sob certo aspecto, algo de patológico, derivado de repetição e alimentação de padrões. Assim, observando aos seres humanos, meus espelhos, encontro características admiráveis e outras que me causam repulsa ou mesmo medo. . .
No entanto, para o agente da ação, tudo tem sua razão. Todos tem razão, considerando seu ponto de vista particular que, como disse acima, tem as vezes algo de patológico. E, como saber se as pessoas com quem lidamos tem um grau aceitável, ou mesmo compatível, com nosso comportamento e valores? Bem, não tem receita, somente nos relacionando . . .
Sendo a Vida um processo, é razoável que esteja sujeita a leis. Leis biológicas, sociais, emocionais e espirituais de causa e efeito. Saber sobre estas leis, e como elas atuam, pode ser útil para nos livrar de situações indesejáveis. Em certo momento nosso processo individual, que ainda não comprovou a existência destas leis, nos obriga a comprová-las na carne. Encaremos isto como uma lição, apenas!
Sendo a Vida um processo, e considerando um Universo fechado, é razoavel que nossas ações, sejam elas de qualquer natureza, induzam reações no sistema, ou seja, as Leis de Conservação do Universo devem regir as consequencias de nossos atos. Alguns comportamentos, que observados de perto podem parecer ingênuos ou mesmo tolos, vistos a distância se mostram de grande sabedoria, por estar de acordo com elevadas Leis espitiruais.
Sendo a Vida um processo, várias histórias podem ser contadas. Basta escolher um ponto de partida e chegada e uma escala de tempo e espaço. Um exemplo, as sequoias gigantes são arvóres que dependem, em seu processo de reprodução, da ocorrência de grandes incêndios. Em escala pequena de tempo os incendios são prejudiciais, mas numa escala maior são necessários para a vida das sequoias e outras espécies.
Com respeito a Vida particular . . . todos buscam a Felicidade! Afinal, o que proporciona esta? Diria que isto depende do grau de evolução do sujeito/indivíduo. Depende do ponto em que esteja centrado seu atual desenvolvimento e nível de consciência. A Felicidade não é um estado e sim um processo!
E os acontecimentos mais importantes acontecem dentro de nossa mente!
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quarta-feira, 9 de abril de 2008

Onde encontrar a felicidade

A amizade importa mais que a riqueza para ser feliz

Susan Andrews - Revista Época nº 497 de 26/11/2007

Minha amiga Vicki Robin nos visitou há pouco, durante sua viagem ao Brasil, para lançar a versão em português, Dinheiro e Vida, de seu livro best-seller nos Estados Unidos (Your Money or Your Life). Um dos assuntos que sempre discutimos é a questão da felicidade. Todos queremos ser felizes. Pessoas mais felizes têm pressão mais baixa e pegam menos resfriados. Como demonstra a enxurrada de livros sobre a nova ciência chamada hedônica (o estudo daquilo que torna a vida prazerosa ou não), mais e mais especialistas estão tentando compreender o que é a felicidade e de onde ela vem.

Descobriram que os homens se sentem mais felizes por volta dos 65 anos, e as mulheres mais infelizes logo após os 45. E que as pessoas que convivem com adolescentes são as mais infelizes de todas!

A maioria de nós acha que ficar rico trará felicidade. Porém, como Vicki nos mostra, desde os anos 1950 o PIB americano triplicou. Em 1991, a família média americana possuía o dobro de carros que em 1950, dirigia 2,5 vezes mais longe, usava 21 vezes mais plástico e voava distâncias 25 vezes maiores. Os lares americanos estão tão abarrotados de coisas que o negócio de guarda de objetos dobrou nos últimos dez anos. Mas o curioso é que nada disso tornou os americanos mais felizes. Na realidade, o nível de felicidade declinou. E não apenas nos EUA. Um recente estudo apurou que a satisfação com a vida na China diminuiu entre 1994 e 2007, um período no qual a renda média real cresceu cerca de 250%.

Como reflete o autor americano Bill McKibben: “Se estamos assim tão ricos, por que será que estamos tão infelizes?”. Mesmo antes da crise imobiliária nos EUA, os americanos já experimentavam mais infelicidade. Uma pesquisa feita pela Universidade Emory verificou que apenas 17% dos americanos se consideram realmente felizes, enquanto 26% estão abatidos ou depressivos.

Dinheiro pode aumentar a felicidade temporariamente. Pesquisas têm demonstrado que comprar algo novo pode elevar os níveis de endorfina, o “hormônio do bem-estar”. Porém esse efeito não é duradouro. Depois de certo tempo, sempre queremos algo mais, ou então sentimos inveja daqueles mais ricos que nós. Nossa satisfação volta para o nível anterior assim que criamos expectativas maiores.

A despeito da aparentemente efêmera natureza da felicidade, existem meios para aumentar nossa satisfação a longo prazo. E eles nada têm a ver com dinheiro. Um deles, por exemplo, é ter mais tempo livre. Especialmente, mais tempo com amigos ou a família. Comprovou-se que esses aspectos produzem duradouros aumentos na nossa felicidade. Segundo o cientista político Robert Lane, da Universidade Yale, nos EUA, “as evidências mostram que o companheirismo contribui mais para o bem-estar do que a renda”. Talvez essa seja uma das razões por que os americanos são menos felizes hoje em dia. Durante as mesmas décadas em que sua riqueza inflou, o número de americanos que dizem não ter ninguém com quem discutir assuntos importantes praticamente triplicou.

Incontáveis estudos apontam para a mesma conclusão. Independentemente do nível de renda, as pessoas que têm “bons amigos e são próximos de suas famílias são mais felizes que aquelas que não têm”, constata o psicólogo Barry Schwartz, da Universidade de Swarthmore. Segundo Robert Putnam, cientista político de Harvard, filiar-se a um clube ou a uma sociedade de algum tipo corta pela metade o risco de morrer no ano seguinte.

Valorize suas amizades e as pessoas amadas, porque uma coisa é certa. Como diz o velho ditado, felicidade é algo que o dinheiro não consegue comprar.