quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Geleiras derretendo na China - BBC

Imagens feitas com um drone mostram o avanço do derretimento de geleiras no noroeste da China.

Segundo cientistas, as mudanças climáticas são as responsáveis pelo derretimento dessas montanhas de gelo a uma velocidade nunca antes vista.

Se o ritmo atual permanecer, elas podem desaparecer até a metade deste século, acrescentam.

Reminiscentes da Era do Gelo, as geleiras se estendem por 800 km nas montanhas Qilian, fornecendo água para fazendas e para uma reserva natural.

Mas a água que hoje escoa da cordilheira é esporádica e nem sempre suficiente.

Fazendeiros da região se queixam que só irrigaram suas plantações duas vezes nos últimos dois meses.



quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Shiva Narataja no maior laboratório de Física do mundo, o CERN.

      Na entrada do maior laboratório de partículas do mundo, o CERN, em Genebra, Suíça, encontramos uma estátua de Shiva Nataraja.  É um representação do  divindade hindu Shiva, em sua dança Tandava. Em uma placa ao lado da estátua no CERN encontramos uma interessante citação de Fritjof Capra que diz:

“Há centenas de anos, artistas indianos criaram imagens de Shiva dançando em uma linda série de bronze. Em nosso tempo, os físicos usaram a tecnologia mais avançada para retratar os padrões da dança cósmica. A metáfora da dança cósmica unifica assim a mitologia antiga, a arte religiosa e a física moderna.”

         Além disso, em O Tao da Física, publicado pela primeira vez em 1975 e impresso em mais de 40 edições em todo o mundo, o mesmo físico aprofunda seu olhar científico sobre esse símbolo.

      “A dança de Shiva simboliza a base de toda a existência e nos lembra que as múltiplas formas do mundo não são fundamentais, mas ilusórias e em constante mudança. A física moderna tem mostrado que o ritmo de criação e destruição não é apenas algo manifesto na virada das estações e no nascimento e morte de todas as criaturas vivas, mas é, também, a própria essência da matéria inorgânica.

         De acordo com a teoria quântica de campos, a dança da criação e destruição é a base da própria existência da matéria. A física moderna revelou, assim, que cada partícula subatômica não apenas realiza uma dança energética, mas também é, em si, uma dança energética; um processo pulsante de criação e destruição. Para os físicos modernos a dança de Shiva seria então a dança da matéria subatômica, a base de toda a existência e de todos os fenômenos naturais”.  -  Texto de Gilberto Shultz

sábado, 9 de maio de 2020

Diário de uma Pandemia

Quem poderia imaginar que passaríamos por algo parecido: uma pandemia causada por um novo vírus? Bem, na verdade, para os especialistas, isso nunca foi uma questão de "se acontecer" e sim de "quando acontecer".  As alterações causadas no meio ambiente decorrentes de nosso estilo de vida (leia-se aqui modo de consumo, produção de resíduos, extinção das espécies, etc.) transformou e está transformando o planeta. O mesmo saiu de seu ponto de equilíbrio, alcançado ao final de última glaciação, era chamada de holoceno, e avança rapidamente rumo ao aquecimento global irreversível. Fato é que a humanidade caminha a passos largos e apressados rumo a um grande e transformador ponto de inflexão. Diante dessa situação há a guerra de desinformação e manipulação, bizarrices como terraplanismo e negacionismo climático tornam-se conceitos aceitos por parte da população, através do fenômeno da autoverdade, que proclama que um a laranja é uma cadeira, e os seguidores assim aceitam.
       De qualquer forma é fato que os rumos da humanidade precisam ser mudados, uma vez que o abismo está bem a frente. A questão é como fazer esta mudança, de modo consciente ou forçado. Neste último caso seria mais uma remediação, uma adaptação a um mundo colapsado, algo como uma sociedade tipo Mad Max, dominado por milícias, tribos e o medo. . .   O fim do humanismo!
       A pandemia surge como uma oportunidade de repensarmos nossa relação com o planeta, nossa casa, assim como a relação entre nós mesmos. O sistema econômico, valores, necessidades, tudo pode e deve ser revisto.  Começando pela economia e sua relação com as reservas naturais. Há uma contradição  entre uma economia baseada em crescimento infinito e um planeta com recursos finitos. Consumimos mais do que o planeta pode repor, isto vai em direção ao colapso, quanto mais tempo adiamos a mudança, maior será o preço a se pagar.
              E assim continuamos, em um mundo globalizado, totalmente interdependente de cadeias de suprimento e consumo, é como um motor automobilístico onde a falha de um componente pode fazer a diferença entre funcionar ou não. Tornamos o mundo em uma máquina devoradora de recursos  naturais e produtora de pessoas excluídas.  É este o mundo ideal?  Por que não mudar?
Militão Figueredo
Recife, 08/05/2020

domingo, 29 de março de 2020

Uma nova previsível realidade


            Em dezembro de 2019 foi detectada, na China, uma nova doença, originária da ação de um novo vírus, resultante da mutação de uma espécie silvestre. Este novo vírus, chamado de "o novo coronavírus", encontrou na população mundial globalizada e conectada um ambiente propício para infecção. Hoje, 29 de março de 2020, existem comprovadamente  no mundo, mais de 710 mil pessoas infectadas, os mortos estão em cerca de 33 mil (https://coronavirus.jhu.edu/map.html).  Esta pandemia é a maior ameaça à humanidade desde a gripe espanhola de 1918, que causou cerca de 50 milhões de mortes. A mutação de vírus silvestres para seres humanos não é algo incomum. Na atual situação de diminuição dos habitats naturais, causada pelo aumento das atividades antrópicas, estes vírus tem cada vez mais chances de migrar para humanos. Isto já é previsto por virologistas, infectologistas e epidemiologistas. Um livro recomendado é "A história da humanidade contada pelos vírus", onde o autor, Stefan Cunha Ujvari, conta nossa relação com estes seres ao longo do tempo, muitíssimo interessante!

            As consequências desta pandemia são incalculáveis. Estamos no começo da primeira onda. Muitos países, como o Brasil, encontram-se no começo da curva, que inicia-se em uma exponencial. As cenas que chegam de países como Itália e Espanha são chocantes. A doença infecta grande número de pessoas, uma pequena porcentagem destes infectados necessitam de tratamento em UTIs. Uma pequena porcentagem de um grande número de infectados é um número grande! Se há mais pacientes do que vagas de UTIs, isto configura o colapso do sistema de saúde.

“No final de abril sistema entra em colapso. 
O colapso é quando você pode ter o dinheiro, 
o plano de saúde, 
a ordem judicial, 
mas não há o sistema para entrar”, 

           A inaptidão dos governos em lidar com a pandemia é uma demonstração do seu compromisso com a sociedade de consumo, que depende dos trabalhadores para gerar riqueza (e produzir lixo, vivemos num paradigma de economia linear). Já para preservar vidas a melhor técnica é o isolamento social, que implica numa diminuição das atividades econômicas, diminuição da riqueza dos capitalistas. A crise se alonga. . .  Os donos das riqueza se recusam a compartilhar com os que necessitam mais. Ah, as riquezas das classes "dominantes" foram geradas pelos da base da pirâmide! É uma completa distopia.

            A pandemia vai passar, é o que sabemos. Pessoas estão morrendo e outras vão morrer. Isto é trágico! Vidas podem ser poupadas, mas depende do quanto a atividade econômica será reduzida. O ideal seria as regiões infectadas ficarem em quarentena. Mas, no Brasil, não se tem ideia de onde circula o vírus! Tudo isso é uma demonstração de como o atual modelo de sociedade globalizada é incompatível com a vida do planeta. Resumindo, para frear  pandemia e outras contas a serem pagas, como a crise climática, é necessário tirar o capitalismo da tomada. . . .  No momento em que escrevo  estamos no início de grandes perturbações. Ninguém sabe como isso vai terminar. Fato é que a humanidade não deveria perder essa oportunidade de mudar, para outro patamar. 🙏

            Imagem
            Graffiti em Hong Kong: "Não podemos voltar ao normal, porque o que era normal era exatamente o problema.”. Twitter.