sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Mensagem de Recomeço

Olá a Todos!

Estive pensando numa mensagem de final de ano. . . Mensagens prontas existem muitas, basta "gloogear", mas não é meu estilo! Assim sendo, apelo para as palavras que surgem a partir do tema do "Recomeço".

Nosso tempo é ciclico, as estações se repetem assim como as oportunidades.
Um novo ciclo recomeça, ainda bem, todos os anos!

Dia 22 é o solstício de verão aqui no hemisfério sul. No hemisfério norte é o soltsício de inverno. Não é por acaso que o Natal ocorre no dia 25 de Dezembro!

Final de um ciclo e começo de outro. Uma nova oportunidade, uma nova chance. . . É assim que enxergo hoje a passagem e repetição dos anos. Somos testemunhas do ontem, porque não fazer um amanhã diferente???

Que o entusiasmo (ter a Deus dentro) tome conta de cada um de nós. E que o mundo possa se tornar um lugar melhor!

E isto dependeria em parte de cada uma de nossas atitudes. . .

Obrigado, muito obrigado!


Militão


segunda-feira, 22 de setembro de 2008

O crepúsculo

Rubem Alves

"Se durante o dia o vôo dos pássaros parece sempre sem destino, à noite dir-se-ia reencontrar sempre uma finalidade. Voam para alguma coisa. Assim, talvez, na noite da vida..." Camus tinha 29 anos quando escreveu essas palavras em seu caderno de notas. Esse texto só pode ter sido escrito ao final da tarde: sai dele uma luminosidade crepuscular. Naquele mesmo dia Camus já pintara uma paisagem matutina:

"Um domingo de manhã cheio de vento e de sol. Em volta do grande lago o vento espalha as águas da fonte, os barcos minúsculos sobre a água enrugada e as andorinhas em redor das grandes árvores." Textos são como cenários: neles brilha a luz sob a qual foram escritos. Nisso são irmãos das telas de Monet. Esse texto é poesia. Foi construído com metáforas.

Se deseja saber mais sobre metáforas veja o filme "O Carteiro e o Poeta". Seria uma bela forma de celebrar a passagem do ano. Você ficaria feliz. E pode até ser que um milagre aconteça e você se descubra poeta, tal como o carteiro que entregava a correspondência de Pablo Neruda _o único a receber cartas naquela aldeia de pescadores de redes tristes, todos analfabetos. Metáfora é quando se desenha o próprio rosto com imagens pescadas do mundo. Os rostos dos poetas se pintam com barcos, peixes, redes, pássaros, vôos, manhãs, crepúsculos... No caso de Neruda, até mesmo fogo, fumaça e cebolas...

O rosto matutino de Camus aparece pintado no vôo das andorinhas ao redor das grandes árvores. Não voam para lugar algum. Ao meio-dia os lugares não chamam. Por isso elas voam em círculos, sem destino certo. Sob a luz do crepúsculo o rosto do escritor se transforma. O crepúsculo é a hora da nostalgia. Chegam ao corpo melodias vindas de lugares antiquíssimos, quase esquecidos. O corpo ouve o seu chamado. Deseja voltar. Aí os pássaros deixam de voar com círculos e passam a voar com flechas.


O texto termina com uma frase não-terminada: "Assim, talvez, na noite da vida..." É uma confissão de poesia: não era sobre o vôo dos pássaros que ele falava ao falar sobre o vôo dos pássaros. Falava sobre ele mesmo, sobre a inevitável noite da vida quando ele ouviria o chamado e saberia para onde ir. Será que é só sob a luz do crepúsculo que nos tornamos sábios?


O ser e o pensamento flutuam ao sabor da luz. Ao meio-dia o céu é um lago-espelho de ágata azul. Nada se move. O tempo não existe. Tudo é eterno. Ao crepúsculo, entretanto, o lago imóvel se transforma em rio. Rapidamente as cores se sucedem, o azul vira amarelo, o amarelo passa ao verde, ao rosa, ao laranja, ao vermelho, ao roxo para, finalmente, mergulhar em cachoeira no negro da noite: "Tempus Fugit".


Divagando como psicanalista sobre a filosofia de Parmênides imagino que seu pensamento nascia sob a luz do meio-dia, o tempo suspenso, todas as coisas paradas, o Ser brilhando como esfera imóvel e eterna. "Apenas as pedras existem", ele poderia ter dito. "Tudo o mais é ilusão". Mas Heráclito, o filósofo do fogo e do rio, certamente pensava ao sabor das cores do crepúsculo, quando as pedras se transformam em rio. "Tudo flui. Nada permanece. Somente os rios existem. Todas as pedras são ilusão."


Camus, no mesmo caderno, pinta um outro crepúsculo: no céu poente coberto de nuvens negras uma delicada faixa azul transparente. "A sua presença é uma tortura para os olhos e para a alma", ele diz. "Porque a beleza é insuportável. Ela desespera-nos, eternidade de um minuto que desejaríamos prolongar pelo tempo afora."


O crepúsculo faz chorar. A beleza faz chorar. Choramos porque o crepúsculo somos nós. Somos belos e efêmeros como o crepúsculo. O crepúsculo nos dá lições sobre o nosso ser. Cecília Meireles se via nele:


"Este odor da tarde, quando começa o cansaço dos homens/ quando os pássaros têm uma voz mais longa, já de despedida,/ Declina o sol _esta é a notícia que a terra sente, na floresta e no arroio.../ E então o odor da terra é uma exalação da saudade,/ um suspiro de consolos, também, e o orvalho que as plantas formam,/ parece igual à lágrima/ e cada folha, nas árvores, é um outro rosto humano."


Amo os crepúsculos. Ajudaram-me a amar o rio, o tempo que passa. Rios e crepúsculo são a mesma coisa. A revelação poética me veio quando me percebi velho, mas descobri também que o crepúsculo morou em mim desde que eu era menino, do jeito mesmo como acontecia com o Miguilim, para quem toda manhã já era tarde. As cores e o tempo do crepúsculo me tornaram um pouco mais sábio. Para se ficar sábio é preciso ser discípulo da morte.


E o crepúsculo é o seu lugar predileto de falar conosco. Porque no crepúsculo ela nos vem vestida de beleza. Está dito nos versos de Wordsworth: "As nuvens que se ajuntam ao redor do sol que se põe/ ganham suas cores solenes/ de olhos que têm atentamente montado guarda sobre a mortalidade humana."


"Assim, talvez, na noite da vida..." O ano chega ao fim. Foi-se o imóvel lago azul de ágata. O tempo se espreme furiosamente numa garganta para o mergulho no escuro. Seria o tempo para a metamorfose dos vôos, os círculos se transformando em flechas. Mas a impressão que tenho é que as pessoas caminham de costas para o poente.


Amam as cores do crepúsculo, mas temem o que elas dizem. O "Angelus" as deprime, e até inventaram uma liturgia crepuscular chamada "happy hour", cujo objetivo é exorcizar as cores solenes das nuvens que se ajuntam ao redor do sol que se põe, liturgia que no fim do ano vem com o nome de réveillon. Quanto a mim, preferirei aprender dos rios e dos crepúsculos.


São apenas duas as coisas que a morte nos diz, de sua beleza crepuscular, resumo de toda sabedoria: "Tempus Fugit". Portanto, "Carpe Diem". Quem sabe isso voa como os pássaros ao cair da noite.


RUBEM ALVES, escritor e psicanalista, é professor emérito da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
publicado na Folha de São Paulo, edição de 31-12-1995.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Democracia, eleições e a busca pelo poder

"Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição."
Constituição de 1988.

Estamos em época de eleições no Brasil, não só o momento atual, no caso das eleições municipais, mas numa escala maior, considerando que saimos de uma época de ditadura, onde o direito de escolher livremente "nossos representantes" foram suprimidos. Eleições ocorrem para presidente da República, governadores de estados da federação, prefeitos de cidades, reitores de universidades, síndicos de condomínios, etc.

Quanto maior o poder (leia-se recursos) que o cargo concentra, maior a disputa. . .

Para justificar e legitimar tudo isso, chamamos o processo de democrático. A questão é a qualidade dos candidatos e a qualidade dos votos.

"Na pior das hipóteses, recebe-se dinheiro para votar um projeto." - Soninha Francine sobre os vereadores da cidade de São Paulo.

"Essas pessoas não têm compromisso com o povo ou com o partido. Elas têm compromisso com os cargos que ocupam na Prefeitura" - Geraldo Alckmin sobre os tucanos que apoiam Gilberto Kassab.

As frase acima foram ditas por políticos de partidos e propostas diferentes, mas afinal, por que tem que ser assim?

E isto se repete em todas as esferas . . .

Valorize seu voto!

. . . e Paz na Terra!

sábado, 9 de agosto de 2008

Caminhos, caminhantes e peregrinos


O Brasil é um país de forte tradição cristã. Faz parte de nossa cultura a realização das romarias: Aparecida, Juazeiro do Norte, Pirapora e por aí. . .
No entanto, a partir do ano 2000, sob a influência de muitos que fizeram um dos mais famosos caminhos de peregrinação de nossa cultura, o "Caminho de Santiago", surgiram vários caminhos de peregrinação no Brasil:
Aliás, fiquei sabendo que o Caminho de Santiago era um Caminho Druida, antes do Cristianismo. . . Aquela coisa dos Solstícios. . .

Eu já fiz o Caminho da Fé, o da Luz e por último, o Caminho do Sol. Digo que é uma maneira muito inteligente e prazeirosa de preencher minhas férias, além de ter um significado todo próprio, com profundas marcas em razão dos momentos vividos. Onze pessoas se apresentam a noite numa pousada rústica em Santana de Parnaíba, cidade próxima a São Paulo. E caminham por onze dias . . . Descobrem que tem conhecidos e amigos em comum; aprendem e ensinam; calam e ficam em silêncio. . . Ao final dos onze dias o grupo tomou identidade e personalidade! O Caminhar nos fez amigos e companheiros no espaço tempo de nossas vidas. Fica o ensinamento de que o Universo nos presenteia com momentos, situações e pessoas muito especiais! Obrigado!

Foto: Férias recheadas com o Caminho do Sol. (clique para ampliar)
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domingo, 29 de junho de 2008

Universo em Expansão

Na edição de abril da revista Scientific American Brasil, um artigo muito interessante aborda a questão do futuro do universo. Segundo os dados observacionais, o universo observável está se expandindo de forma acelerada. Isto significa que depois de um tempo finito, 100 bilhões de anos, as informações sobre os objetos tidos como mais distantes hoje, quasares a cerca de 10 blhões de anos, estarão inacessíveis, pois nem a luz dos mesmos será possível de nos alcançar. É como um buraco negro, só que do avesso! A luz dos limites do universo observável de hoje não conseguirá chegar a Terra. Como não teremos nem galáxias próximas para observar, serão poucos, ou mesmo nenhum, os indícios de que o universo foi como é hoje! É a perda de toda a informação que temos disponível nos céus! É um pouco frustante! Mas parece que estes são os fatos! Ainda bem que temos bastante tempo para aceitarmos esta face da realidade!

David Bohm, em seu livro "A Totalidade e a Ordem Implicada", aborda a questão do Big Bang (origem do universo material) como uma pequena ondulação do imenso mar de energia que preenche o que chamamos de vazio.

Esse pulso explodiria para o exterior e se fragmentaria em ondulações menores que se espalhariam ainda mais para o exterior, constituindo-se assim nosso "universo em expansão". Este traria o seu "espaço dobrando dentro de si como uma ordem explicada epecialmente distinta."

Bem. . . as considerações de Bohm são fantásticas!
Resumindo, nosso universo é apenas uma pequena perturbação que ocorre no "plenum" ou vazio, que tem quantidade infinita de energia!

Aproveitando, sobre o plenum, que é um imenso nada de onde tudo de forma, vale a pena conferir a obra "Os Sete Sermões aos mortos" de Jung.

Para o nosso dia a dia que importância tem isso?
Bem . . . somos formados de matéria e energia, crenças e desejos.

Paz na Terra!

Militão




domingo, 15 de junho de 2008

Novamente o solstício de inverno

Nordeste, mes de junho. Interessante notar as festividades que ocorrem nos solstícios de inverno, em ambos hemisférios. Ao norte "inventaram" o Natal, por aqui o "São João". Antes de tudo estas datas estavam ligadas a costumes ancestrais e ao ciclo das estações. . . e tudo se repete. . .

MVF

terça-feira, 20 de maio de 2008

Aproveite as vitaminas do ar

Susan Andrews é uma das pessoas mais iluminadas que conheci! A tarde que passei junto a ela, em 2004, na comunidade Visão Futuro, é um dos mais belos indicadores de que o mundo pode ser um lugar melhor! Aproveito este espaço para reproduzir um artigo muito interessante, escrito por Susan. Deliciem-se!

Aproveite as vitaminas do ar

Você se sente cansado ultimamente? Estirado sobre sua mesa de trabalho como um trapo molhado? Ou despencando como um balão desinflado ao chegar em casa à noite? Será que você nunca reparou como se sente esgotado em recintos fechados sob ar condicionado, especialmente aqueles repletos de fumaça de cigarro? Pode ser que você seja aquela pessoa entre três que é sensível aos efeitos dos íons negativos e positivos do ar.

Os íons são partícula que ganharam ou perderam uma carga elétrica. Eles são criados na natureza quando moléculas de ar se rompem devido à ação da luz do sol e da radiação. Também surgem pelo próprio movimento do ar ou da água. Talvez você tenha experimentado o poder dos íons negativos quando esteve numa praia ou quando ficou debaixo de uma cachoeira. O ar circulando nas montanhas e nas praias contém dezenas de de milhares de íons negativos. Muito mais que a média encontrada nas residências ou nos prédios, que devem abrigar não mais que algumas centenas de íons ou umas poucas dúzias.

"A ação das retumbantes ondas do mar cria íons negativos no ar", diz o pesquisador Michael Terman, da Columbia University, nos Estados Unidos. "Isso também ocorre imediatamente após as tempestades de primavera, quando as pessoas exibem mais bom humor." Segundo Pierce J. Howard, diretor de pesquisa para o Centro de Ciências Cognitivas Aplicadas, em Carolina do Norte, EUA, de forma geral, os íons negativos aumentam o fluxo de oxigênio ao cérebro. "Isso gera estados de consciência mais alertas e mais energia mental", afirma. "E pode ser que eles também nos protejam dos germes ao ar e reduzam a irritação provocadas pelas várias partículas que nos fazem ter coriza e tossir."

Já os íons positivos podem ter um efeito negativo sobre nós. Talvez seja por isso que nos sentimos sonolentos quando estamos num ambiente com ar condicionado e imediatamente refeitos e revigorados quando saímos daquele recinto ou quando baixamos os vidros do carro. "O ar condicionado retira da atmosfera os íons negativos, diz Howard.

Quando alguns tipos de ventos secos carregados de íons positivos começam a soprar em diversos locais do mundo, incluindo Israel, Itália e Mongólia, o número de internações hospitalares, de suicídios e crimes sai pelo teto. A Suíça até aceita como evidência atenuante de um crime a atuação do vento "Foehn". Provou-se que esses ventos "feiticeiros" causam irritabilidade, insônia, tensão, enxaquecas, náuseas, palpitações, fadiga e depressão.

Alguns especialistas dizem que cidades poluídas e prédios refrigerados, feitos com materiais sintéticos, se tornam prisões de íons positivos. "Os lares não respiram mais como antes", diz o pesquisador William Rea, do Brookhaven Medical Center, no Texas. O que é uma pena, uma vez que os estudos têm mostrado que os íons negativos melhoram o desempenho cognitivo, incluindo a memória e a tomada de decisões. Mas embora ainda exista controvérsia ao redor dessas pesquisas, geradores de campos elétricos que produzem íons negativos estão sendo usados em prédios, veículos e até submarinos, nos EUA, na Europa, no Canadá e na Rússia.

Caso você não possa evitar morar ou trabalhar num local sem ar fresco e com ar condicionado, tente faze intervalos ao ar livre. Desligue o ar condicionado de seu carro quando ele realmente não for necessário. E, se você vive numa área urbana, comece a se programar para ter seu lazer num parque regularmente - caminhar ou apenas se sentar nesse ambiente. Encoraje seus filhos a brincar em longas vias repletas de árvores, Ou, melhor ainda, plante algumas delas!

Susan Andrews, Revista Época, edição de 19 de maio de 2008

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Seres humanos, experiência e aprendizado.

A Vida é um processo fantástico! Fico admirado com as diversas situações que surgem neste processo. E são tantas! Repletas de oportunidades de autoconhecimento, de si mesmo e da natureza humana. . .
Em algumas situações sou anjo, noutras demonio. Em outras sou vítima e noutras vilão!
A questão é ter sabedoria para colher os frutos desta árvore. E podem ser tantos! Baseado na experiência pessoal posso dizer que muito de nosso comportamento é, sob certo aspecto, programado e condicionado. O que chamamos de lívre arbítrio é um grau diferente, mais elevado, de condicionamento. Este processo parece como um tunel, um caminho que não tem volta. Certo processos devem ocorrer e, enquanto não passamos a um nível acima, corremos o risco de repetí-los.
A base da vida, como processo, é biológica! O mundo do pensamento puro, do espírito, só se manifesta em situações de estados elevados de consciência. . . Quero dizer com isto que, no dia a dia, os processos de elevada consciência não costumam se manifestar. Nosso comportamento tem, sob certo aspecto, algo de patológico, derivado de repetição e alimentação de padrões. Assim, observando aos seres humanos, meus espelhos, encontro características admiráveis e outras que me causam repulsa ou mesmo medo. . .
No entanto, para o agente da ação, tudo tem sua razão. Todos tem razão, considerando seu ponto de vista particular que, como disse acima, tem as vezes algo de patológico. E, como saber se as pessoas com quem lidamos tem um grau aceitável, ou mesmo compatível, com nosso comportamento e valores? Bem, não tem receita, somente nos relacionando . . .
Sendo a Vida um processo, é razoável que esteja sujeita a leis. Leis biológicas, sociais, emocionais e espirituais de causa e efeito. Saber sobre estas leis, e como elas atuam, pode ser útil para nos livrar de situações indesejáveis. Em certo momento nosso processo individual, que ainda não comprovou a existência destas leis, nos obriga a comprová-las na carne. Encaremos isto como uma lição, apenas!
Sendo a Vida um processo, e considerando um Universo fechado, é razoavel que nossas ações, sejam elas de qualquer natureza, induzam reações no sistema, ou seja, as Leis de Conservação do Universo devem regir as consequencias de nossos atos. Alguns comportamentos, que observados de perto podem parecer ingênuos ou mesmo tolos, vistos a distância se mostram de grande sabedoria, por estar de acordo com elevadas Leis espitiruais.
Sendo a Vida um processo, várias histórias podem ser contadas. Basta escolher um ponto de partida e chegada e uma escala de tempo e espaço. Um exemplo, as sequoias gigantes são arvóres que dependem, em seu processo de reprodução, da ocorrência de grandes incêndios. Em escala pequena de tempo os incendios são prejudiciais, mas numa escala maior são necessários para a vida das sequoias e outras espécies.
Com respeito a Vida particular . . . todos buscam a Felicidade! Afinal, o que proporciona esta? Diria que isto depende do grau de evolução do sujeito/indivíduo. Depende do ponto em que esteja centrado seu atual desenvolvimento e nível de consciência. A Felicidade não é um estado e sim um processo!
E os acontecimentos mais importantes acontecem dentro de nossa mente!
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quarta-feira, 9 de abril de 2008

Onde encontrar a felicidade

A amizade importa mais que a riqueza para ser feliz

Susan Andrews - Revista Época nº 497 de 26/11/2007

Minha amiga Vicki Robin nos visitou há pouco, durante sua viagem ao Brasil, para lançar a versão em português, Dinheiro e Vida, de seu livro best-seller nos Estados Unidos (Your Money or Your Life). Um dos assuntos que sempre discutimos é a questão da felicidade. Todos queremos ser felizes. Pessoas mais felizes têm pressão mais baixa e pegam menos resfriados. Como demonstra a enxurrada de livros sobre a nova ciência chamada hedônica (o estudo daquilo que torna a vida prazerosa ou não), mais e mais especialistas estão tentando compreender o que é a felicidade e de onde ela vem.

Descobriram que os homens se sentem mais felizes por volta dos 65 anos, e as mulheres mais infelizes logo após os 45. E que as pessoas que convivem com adolescentes são as mais infelizes de todas!

A maioria de nós acha que ficar rico trará felicidade. Porém, como Vicki nos mostra, desde os anos 1950 o PIB americano triplicou. Em 1991, a família média americana possuía o dobro de carros que em 1950, dirigia 2,5 vezes mais longe, usava 21 vezes mais plástico e voava distâncias 25 vezes maiores. Os lares americanos estão tão abarrotados de coisas que o negócio de guarda de objetos dobrou nos últimos dez anos. Mas o curioso é que nada disso tornou os americanos mais felizes. Na realidade, o nível de felicidade declinou. E não apenas nos EUA. Um recente estudo apurou que a satisfação com a vida na China diminuiu entre 1994 e 2007, um período no qual a renda média real cresceu cerca de 250%.

Como reflete o autor americano Bill McKibben: “Se estamos assim tão ricos, por que será que estamos tão infelizes?”. Mesmo antes da crise imobiliária nos EUA, os americanos já experimentavam mais infelicidade. Uma pesquisa feita pela Universidade Emory verificou que apenas 17% dos americanos se consideram realmente felizes, enquanto 26% estão abatidos ou depressivos.

Dinheiro pode aumentar a felicidade temporariamente. Pesquisas têm demonstrado que comprar algo novo pode elevar os níveis de endorfina, o “hormônio do bem-estar”. Porém esse efeito não é duradouro. Depois de certo tempo, sempre queremos algo mais, ou então sentimos inveja daqueles mais ricos que nós. Nossa satisfação volta para o nível anterior assim que criamos expectativas maiores.

A despeito da aparentemente efêmera natureza da felicidade, existem meios para aumentar nossa satisfação a longo prazo. E eles nada têm a ver com dinheiro. Um deles, por exemplo, é ter mais tempo livre. Especialmente, mais tempo com amigos ou a família. Comprovou-se que esses aspectos produzem duradouros aumentos na nossa felicidade. Segundo o cientista político Robert Lane, da Universidade Yale, nos EUA, “as evidências mostram que o companheirismo contribui mais para o bem-estar do que a renda”. Talvez essa seja uma das razões por que os americanos são menos felizes hoje em dia. Durante as mesmas décadas em que sua riqueza inflou, o número de americanos que dizem não ter ninguém com quem discutir assuntos importantes praticamente triplicou.

Incontáveis estudos apontam para a mesma conclusão. Independentemente do nível de renda, as pessoas que têm “bons amigos e são próximos de suas famílias são mais felizes que aquelas que não têm”, constata o psicólogo Barry Schwartz, da Universidade de Swarthmore. Segundo Robert Putnam, cientista político de Harvard, filiar-se a um clube ou a uma sociedade de algum tipo corta pela metade o risco de morrer no ano seguinte.

Valorize suas amizades e as pessoas amadas, porque uma coisa é certa. Como diz o velho ditado, felicidade é algo que o dinheiro não consegue comprar.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

O Bem, o Mal e a Natureza

A Natureza não tem sentimentos, muito menos emoções. Sentimentos e emoções transbordam nos seres humanos. Em lágrimas, risos e gargalhadas, todos nos desfazemos. No entanto, olhando para as estrelas distantes no céu, difícil imaginar os processos que ocorrem nas imensidões do cosmos. Em alguns lugares seria impossível a vida! Em alguns? Corrigo, em vários! A todo momento, em todo instante, ocorrem processos que nada tem de bom ou mesmo de mal, na verdade estão além do bem e do mal. Na natureza os valores humanos não tem sentido! "Deus perdoa sempre, os homens as vezes, a natureza nunca." E assim tudo vai se processando. O Sol, a Terra, a Lua e os planetas. . . Tudo tem seu começo. . . e seu fim. Só a mudança é permanente! Bem e Mal? Questão de ponto de vista!

Abraços
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domingo, 10 de fevereiro de 2008

O Eterno e o Efêmero

A vida humana, cerca de 75 anos, é um espaço de tempo muito curto, em minha opinião. Quando começamos a aprender, nosso tempo se acaba. . . Que triste realidade! Doris Lessing, premio Nobel de 2007, em seu livro Shikasta, descreve seres que viviam, na idade de Ouro da Terra, cerca de 5000 anos (cinco mil anos)!
O Tempo é inexorável! Tempus Fugit! Olhando no espelho e comparando as fotos, vemos que ele passa, nosso corpo registra isto!
Então, como discernir o que é Eterno daquilo que é Efêmero? O que vale a pena ser buscado? Dinheiro? Beleza? Poder? Amor? Que Drama!
Sem contar que, no caso dos relacionamentos pessoais, até nossas paixões são passageiras. . . (!)
. . . e que todo relacionamento está fadado a se acabar, exceto o último!

Aqui surge a questão entre o Eterno e o Efêmero. . . Afinal, existe algo de eterno em cada um de nós?

Podemos nos exercitar um pouco, serve para oxigenar o cérebro e excitar as sinapses. . . O que previne o mal de Alzheimer! Assim, teremos que nos entregar às nossas crenças que, atualmente, não podem ser comprovadas pela ciência (para aqueles que têem a experiência da vida após a vida) ou, em outro caso, nos entregar aos valores estéticos e morais que norteiam os grandes homens (altruísmo é uma palavra que deveriam ensinar nas escolas).

Em todo caso, cada um de nós é um imenso Mistério. Eu mesmo, vivo me surpreeendendo comigo mesmo (verdade que me decepciono também!).

Mas é a Vida . . . , quero mais!

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Voltando ao livre Arbitrio . . .

"Tudo é dependente de tudo mais, tudo é conectado, nada é separado.
Portanto, tudo está indo pelo único caminho que pode ir.

Se as pessoas fossem diferentes, tudo seria diferente.

Elas são o que elas são, portanto tudo é como é."


G. I. Gurdjieff



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